terça-feira, 12 de novembro de 2019

Roninho, uma lenda dentro e fora das quadras


               Ronald Mateus da Silva, ou apenas Roninho, com certeza o morador de Varginha e região já ouviu ou já viu algo sobre esse nome. Roninho é jogador de futsal profissional e hoje atua pelo Kherson F.C da Ucrânia, time bicampeão nacional e que disputa a Champions League da modalidade.
            O Jornal PODIUM em conversa descontraída com Roninho, teve a possibilidade de descobrir um pouco mais sobre a carreira e a vida do jogador não apenas nas quadras. Na entrevista, Roninho contou como foi o início da carreira, as principais dificuldades, o sucesso, Varginha e os dias atuais, confira:

          Como foi o início da sua trajetória no futsal? Qual a principal dificuldade você enfrentou até atingir o sucesso que tem hoje?
R: Comecei minha carreira na escolinha do professor Evadson Rosa no VTC, a minha base inteira foi bem-sucedida graças ao professor que é um dos melhores treinadores de futsal de Varginha e região. Minha primeira oportunidade para jogar profissionalmente foi graças a ele e ao Atílio Dias, de Campanha, que também tem um grande nome no futsal. Os dois conseguiram que eu fosse até o Rio de Janeiro fazer um teste no Vasco da Gama que é meu time de coração, fiquei super feliz com a notícia e me dediquei ao máximo para não deixar essa chance escapar, sempre achei que seria uma coisa bem simples; coloquei em mente que a única coisa que eu deveria fazer é mostrar o meu futebol e não deixar ser intimidado.  
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            O começo foi muito difícil porque eu era jovem, primeira vez que havia saído de casa para tentar a carreira, ainda mais jogar em um clube tão grande como o Vasco. Morávamos todos os jogadores juntos em um alojamento, o salário não era dos melhores, a saudade de casa era grande, no entanto isso não foi o pior.
            Depois do Vasco, tive uma oportunidade de jogar na Europa, o país da minha esposa Georgia, sou também agradecido ao meu amigo Claudio Ribeiro, mais conhecido como Claudinho, que também é natural de Varginha e hoje mora em São Paulo e já foi jogador de futsal em grandes clubes, como o Barcelona.
            Lembro muito bem do primeiro dia que cheguei.  Eu olhei tudo em volta; a comida, a cultura diferente, o idioma (brincou, Roninho), eu não entendia nada, logo pensei em voltar pra casa e desistir de tudo, mas o meu sonho falou mais alto e continuei a luta. Tive um pouco de sorte também porque no clube tinha brasileiros que me ajudaram, mas minha salvação foi Deus por me apresentar minha esposa Keti logo no primeiro mês e graças a Deus hoje estamos há 12 anos juntos e na minha história de sucesso, ela tem a maior parte.

          Você atualmente joga na Ucrânia e é atleta da seleção da Geórgia, você se sente acolhido pelos dois povos?
R: Minha ida para Ucrânia foi por ter jogado muitos torneios internacionais no país quando eu ainda era jogador do Iberia Star (time georgiano), por sempre jogar esse campeonato e nosso time ter feito jogos bons, eu fui visto por um treinador Ucraniano e ele me fez uma proposta para jogar no seu clube, o Uragan FC (time ucraniano), onde tive uma passagem muito boa e feliz.
            Sim, eu me sinto muito acolhido pelos dois países, com alguma diferença eu sou mais acolhido na Geórgia por jogar na seleção nacional e por ter jogado lá durante quatro anos, além ter chegado junto com meu ex-clube (Iberia Star) entre os 4 melhores da Europa.
            Hoje estou jogando na Ucrânia novamente, em um clube diferente onde estamos tendo bastante sucesso, já estou no terceira temporada nesse clube sou Bicampeão Nacional e estamos agora jogando a Champions League pelo terceiro ano consecutivo.

          Porque não quis tentar uma vaga na Seleção Brasileira?
R: Não é que eu não quis tentar uma vaga, eu não tive uma oportunidade para jogar, assim como muitos amigos meus que também são excelentes jogadores e não tiveram essa chance e decidiram defender outras nacionalidades, justamente pelo fato de que a Seleção Brasileira está bem representada pelos jogadores que têm.

          Qual sua visão sobre ser um ícone em Varginha e região, onde todos te respeitam e te admiram, principalmente nos bairros em que foi criado. Qual sua relação com tudo isso?
R: Primeiramente eu sou um abençoado por Deus, me sinto muito feliz por ter saído de uma cidade pequena do interior e ter chegado onde cheguei. É um sentimento muito prazeroso ser reconhecido por todos meus amigos que sempre estão torcendo pelo meu sucesso. Eu sou agradecido por ter amigos como eles, sempre quando chego de férias fazemos um jogo beneficente com um grande parceiro meu, o Thiaguinho outro grande jogador e que também teve muito sucesso na sua carreira e hoje juntos, fazemos esse jogo com nossos amigos com o intuito de ajudar famílias carentes da comunidade e também poder reunir todos para jogar um bom futebol e depois bater aquela resenha.

            Roninho coleciona carisma e amigos por onde passa, com seu jeito humilde e talento nos pés, hoje é considerado um dos grandes nomes da história do esporte varginhense.
            O Jornal Podium agradece a disponibilidade para a entrevista e deseja todo sucesso do mundo ao atleta, que continue sempre brilhando e levando o nome da cidade para o mundo!

Alisson Marques, estudante de jornalismo no UNIS.
Estagiário no Jornal PODIUM
  

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