quinta-feira, 4 de junho de 2020

Carlos, Popai, conta sua história

Nome: Carlos Henrique Dantas Ramiro
Apelido: Popai
Idade: 26 anos
Esporte: Futebol

Ouvindo do seu avô, Só Chico, histórias sobre sua época no futebol, Popai foi se encantando com esse mundo. Começou a praticar na rua de sua casa aos nove anos, em 2002, ano de Copa do Mundo. Depois, foi jogar no VEC com os técnicos Fernando e Edson. 

Seu primeiro título meu foi sobre o Cruzeirinho do VTC, no Melão. Popai jogou de zagueiro no time mais velho, uma partida que foi para os pênaltis, no qual ele bateu o último. Foram campeões do Campeonato de Varginha pelo VEC.

Jogou no Botafogo com o técnico Paulinho; Semel, com técnico o Wendel; AVE, com o Vitinho; VTC, com técnico Evaldo; SESI, com Lourenço. “O melhor time foi o Vila Flamengo, com o técnico Vicente. Fomos campeão de várias competições e eu fiz muitos amigos por lá!”, afirma o jogador.  Atualmente, é seu filho Kauan, de seis anos, que está no time, liderado agora por Ayran. Enquanto isso, Popai está no Corcetti há dois anos. “Fomos campeões em um deles e este ano tivemos uma vitória”, contou. 

A partir de 2014, Carlos teve um time de quadra chamado Palermo, que durou três anos. “Jogávamos no Marcão. Foi um dos melhores time que tive”, afirma. “No começo, significou um sonho de ser jogador, viver de futebol. Hoje é mais uma paixão”. Atualmente Popai joga apenas peladas. 

Sua maior alegria hoje é ter muitos amigos. “E sempre poder lembrar de vários jogos, lugares e viagens. Triste é saber que hoje em dia o futebol virou um mercado, um comércio, não uma paixão, um prazer. Tenho esperança que o futebol volte a ser bonito”, disse Popai.

Meu ídolo é meu avô, Só Chico, que jogou muito anos em São Lourenço e Cambuí. O melhor back central que já tinha visto jogar futebol, simples e muito raçudo. Fez de tudo por mim, para que eu pudesse jogar. Hoje ele não está presente. Mas queria levar ele para ver meu filho Kauan jogar bola.



Texto: Maria Júlia Veloso

Gabriel conta sua história

Gabriel Henrique de Oliveira Ribeiro
Apelido: Bibica
16 anos
Esporte: Futebol de Campo e Futsal

Conhecido hoje por sua habilidade com a bola, o jovem Gabriel entrou para esse mundo após uma tragédia familiar quando ainda era bem novo. “Perdi meu irmão aos 7 anos de idade. Depois de um tempo, entrei para o meio do esporte por incentivo da minha tia, que é jogadora de futsal. Hoje minha inspiração se dá por ele e por ela!”, afirma Babica.
            Com isso, aos dez anos começou a jogar no campo do Geraldo. “Tinha muito  incentivo do meu pai, que ia a todos os meus treinos!”. Aos onze, entrou para equipe de campo da Semel, com os professores Wendel e Lourenço, mas não participou de disputas nessa época.
            Aos treze, estreou nas competições tanto como a equipe do campo quanto no futsal, com o professor Juliano. “No futsal, joguei competições de categorias bem mais velhas, como o Jojuninho”. Aos 15 anos, vieram competições mais disputadas, como:
1° Lugar: Copa Alterosa de Futebol de Campo
2° Lugar: Lidarp
3° Lugar: Copa Alterosa de Futsal
1° Lugar: JEMG Fase Municipal
3° Lugar: JEMG Fase Microrregional
            O 1° Lugar na Copa Alterosa de Futebol de Campo em 2018, contra a equipe do Bola Preta, significou muito para mim. Nosso título veio com uma vitória no Melão por 3x1, e logo na outra semana, fizemos a festa em Elói Mendes, após um empate em 3x3. Ganhar na casa do rival e sempre bom, não é? Ainda mais cancelar a festa que eles já tinham marcado de fazer...”, brinca Bibica. 
            No ano seguinte, participou de seu primeiro Bairrão em Varginha, pela equipe do Nata e conseguiu marcar um gol de falta. O título mais recente foi o Bicampeonato do JEMG, fase Municipal, com a equipe do Colégio Industrial, onde ainda pratica, além da Semel.
            Desde o começo, o futebol significou muita coisa para mim, pois sempre foi o sonho do meu irmão, e eu ainda tenho o sonho de me tornar um jogador profissional. Minha maior alegria hoje é ver minha mãe, minha irmã e toda a minha família torcendo por mim nas partidas!
            Além disso, Gabriel afirma que o que o faz apaixonado pelo esporte é ver sua tia Jackeline jogar, que foi a primeira tricampeã da Taça EPTV de Futsal e é vice-artilheira do Campeonato Paulista de Futsal.
            Gabriel teve a oportunidade de jogar futebol fora de Varginha, mas não pode ir por questões financeiras. Seus planos a partir de agora são de seguir no meio do esporte, seja como jogador, professor de educação física ou treinador de futebol. Por enquanto, assim como outros jovens da sua idade, sua rotina ainda inclui estudos, então, uma das partes mais difíceis para o jovem é o tempo, porque sua administração deve conciliar tempo para aulas, treinos, jogos e trabalhos de escola.
            Gostaria de agradecer muito ao professor Wendel, que me deu a oportunidade de jogar no time de campo da Semel. Muitas vezes me dava carona para ir aos treinos ou, quando eu não tinha uma chuteira boa para treinar, ele sempre dava um jeitinho para mim. Devo muito a ele, sou grato por tudo o que ele fez por mim. Me deu oportunidade de crescer!
            O esporte trouxe para mim ensinamentos que tenho que levar para a vida toda. Nem todo dia a gente vai ganhar, nem todo dia vamos perder. A vida é assim, nem todo dia vai ser bom, nem todos os dias vão ser ruins, mas temos que estar preparados. O esporte me ensinou também que, assim como temos que dar nosso melhor em cada partida de futebol, devo dar meu melhor em cada dia de vida. Se ontem foi ruim, amanhã tentar dar o melhor de mim para ser bom!

Texto: Maria Júlia Veloso

LINK

quarta-feira, 3 de junho de 2020

Douglas, Barriga, conta sua história

Nome: Douglas Jeferson Machado Junior
Apelido: Barriga
Idade: 17 anos
Esporte: Futebol e Futsal

Começou a praticar aos oito anos, quando seus pais o levaram até a quadra Vila Flamengo para experimentar. “A gente morava por perto, e ali começou todo amor pelo futebol! Meu primeiro professor de futsal foi Vicent Lewandowski, que me instruiu algumas técnicas dentro da modalidade quando comecei como goleiro. Ao longo do tempo, virei pivô e passei a jogar na linha, onde atuo até hoje. Tenho orgulho de dizer que fiz parte da Escolinha Vila Flamengo. Gratidão é a palavra certa!”, afirma o garoto.
Douglas compete em quase todos os times de sua idade, incluindo Bola Preta, Industrial, Corcetti FC e Vila Flamengo. “No começo, meu sonho estava dentro do futebol, eu queria ser jogador e nada mais, era muito significante para mim. Hoje vejo como um hobby, não tenho mais tempo para me dedicar aos treinos e competições, mas ainda guardo aquele sonho”, contou.
Seu primeiro título foi como goleiro com a equipe Vila Flamengo, no ano de 2009, em Santana da Vargem, Olimpíadas de Inverno. Depois de alguns anos, veio o primeiro título como jogador de linha, no ano de 2012, em Carmo da Cachoeira. Fez 5 gols e foi vice-artilheiro.
Em 2016, na 8ª etapa do Josul, foram vice-campeões, mas foi quando Barriga conseguiu a minha primeira medalha de destaque de todo o campeonato, em Nepomuceno. Em 2018, na cidade de Boa Esperança, aconteceu a 7ª Copa Leite Regional das Categorias de Base, onde foram campeões e Douglas conseguiu o seu primeiro troféu de artilheiro, com 6 gols. Hoje, possui em sua coleção vários troféus e medalhas.
Uma vitória que marcou minha vida dentro do futsal foi em Elói Mendes, uma disputa de pênaltis onde fui capitão da equipe e também o batedor do pênalti final. Saímos campeões do Josul em 2016!”
A rotina de Barriga era com treinos de futsal todos os dias de semana e, aos sábados, no campo. A parte mais difícil, afirmou o garoto, eram as competições para fora. Douglas tinha muito medo de viajar em sua infância, o fazia ficar nervoso, o que o atrapalhava na quadra.
Sobre os aprendizados e ensinamentos que o esporte lhe trouxe, ele garante que responsabilidade é a maior. “Me ensinou que a vida é como um jogo de futebol; quem tem a bola, ataca; quem não tem, defende. Quero ser um homem honesto, bem sucedido, trabalhador e também um velho jogador conhecido dentro da minha cidade. É uma alegria ver as crianças jogando na quadra onde um dia eu também comecei!”, afirma.
            Quero agradecer a todos os professores que passaram na minha vida, dizer que tudo o que eles me passaram eu acatei. Agradecer todas as broncas e os conselhos, vocês são nota dez! Me ajudaram muito, para hoje eu ser quem eu sou. Gratidão é a palavra!”

Texto: Maria Júlia Veloso

PUBLICIDADE

ALMG analisa situação do esporte mineiro

            Apesar de os clubes de futebol da primeira divisão mineira já estarem retomando suas atividades de treinamento em ambiente controlado, com testes epidemiológicos frequentes e sistemáticos, ainda não há prazo definido para a retomada do campeonato mineiro, interrompido por causa da pandemia de Covid-19. O assunto foi discutido em reunião de Plenário da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) na tarde desta quarta-feira (3/6/20).
            A reunião foi solicitada pelo presidente da Comissão de Esporte, Lazer e Juventude da ALMG, deputado Zé Guilherme (PP). O deputado disse que o retorno das competições é hoje defendido pela maioria dos atletas e que os clubes vêm se preparando mais para o retorno do que outras atividades econômicas. Mas ele admitiu que não é possível uma retomada imediata.
 “É lógico que, em um primeiro momento, (a retomada das competições) será de portões fechados. Não podemos tomar nenhuma atitude precipitada”, afirmou. O deputado disse acreditar que o retorno das categorias de base e do futebol amador deverá ser mais demorado que no caso dos clubes maiores.
Campeonato mineiro – Respondendo ao deputado Zé Guilherme, o presidente da Federação Mineira de Futebol (FMF), Adriano Aro, disse que é possível concluir o campeonato mineiro em três semanas, uma vez que faltam apenas seis rodadas. No entanto, não há prazo para que isso aconteça. Ele avaliou que isso pode ocorrer só após atingirmos o pico da pandemia em Minas, que ele espera que ocorra “em um futuro próximo”, declarou. 
PUBLICIDADE
            Adriano Aro disse desejar que o futebol retorne o mais rápido possível. “Mas é necessária prudência para oferecer segurança a todos os envolvidos: atletas, árbitros, dirigentes, imprensa, comissão técnica e outros profissionais”, ressalvou. O dirigente lembrou que a FMF foi a primeira entidade a determinar jogos com portões fechados e a primeira a suspender os jogos do Campeonato Mineiro.
            Os deputados Fábio Avelar de Oliveira (Avante) e Alencar da Silveira Jr. (PDT) defenderam o retorno das atividades do futebol amador e mesmo das escolinhas de futebol. Adriano Aro afirmou, no entanto, que nem mesmo as categorias de base têm recursos para garantir um mínimo de controle e checagem dos participantes. “Temos que trabalhar com a realidade”, afirmou.

Curva de contágio crescente gera preocupação
            A advertência mais contundente com relação ao retorno das atividades esportivas veio do médico infectologista Carlos Starling. Ele explicou que o Brasil está em uma fase totalmente diferente da Europa, onde a pandemia está perdendo força, tendo seu pico há cerca de um mês e meio. “Em Barbacena, Varginha, Uberaba e Uberlândia, o vírus está em franca ascensão, o oposto do que ocorre na Europa”, preocupou-se.
            Segundo Starling, a gestão epidemiológica em Belo Horizonte trabalha para achatar de tal forma a curva de contágio que não haja pico da pandemia na Capital, para que o sistema de saúde consiga absorver a demanda durante todo o período.

Clubes detectaram pessoas infectadas em testes para treinamento
            Os médicos responsáveis pelos três maiores clubes de futebol de Minas Gerais – América, Cruzeiro e Atlético – defenderam a preparação que já ocorre para um eventual retorno, mas também se mostraram reticentes sobre prazos.
            Rodrigo Lasmar, médico do Atlético, disse que a testagem periódica de atletas e funcionários nas primeiras duas semanas de treinos depois da flexibilização do isolamento social já revelou pessoas que inicialmente não tinham indícios de Covid-19 e se infectaram posteriormente.
            Cimar Eustáquio da Silva, médico do América, detalhou os protocolos que têm sido tomados nos treinos, que incluem testagem sistemática, kits individuais de treinos para os atletas, revezamentos de horários, entre outros. Daniel Baumfeld, médico do Cruzeiro, admitiu que muitas dessas medidas dificilmente poderão ser implementadas em jogos oficiais.
            O deputado Coronel Henrique (PSL) sugeriu que a preparação dos grandes clubes de futebol para o retorno das competições pode servir de exemplo para outras modalidades, tais como o vôlei.
            Profut – O deputado federal Marcelo Aro (PP-MG) também participou da reunião por videoconferência e falou sobre o Projeto de Lei (PL) 1.013/20, do qual é relator, e que suspende o pagamento das dívidas com o Programa de Modernização da Gestão e de Responsabilidade Fiscal do Futebol Brasileiro (Profut) por um prazo de até 180 dias após o fim dos períodos de calamidade pública decretados em decorrência da Covid-19. Ele disse esperar que a proposta seja votada até a semana que vem.
            O deputado explicou que o Profut, aprovado pelo Congresso em 2015, é um programa de refinanciamento de dívidas de clubes de futebol com a União. O programa permitiu o parcelamento dos débitos em até 20 anos.
            Outra medida prevista no PL 1.013/20 é a permissão para que as equipes contratem atletas por apenas um mês. Até agora, o período mínimo de contrato é de três meses. E ainda, a autorização para que as federações de futebol possam reduzir o número de jogos para conclusão dos campeonatos.

Prefeitura de Varginha começa a revitalizar praças e quadras

            As praças de Varginha começaram a ser revitalizadas. A determinação partiu do prefeito Vérdi Melo que convocou três equipes envolvendo as Secretarias Municipais de Obras e Serviços Urbanos; Esportes e Lazer; e de Governo. Com essas três frentes de trabalho, estão sendo atendidas diferentes regiões simultaneamente. O objetivo é aproveitar esse período de isolamento social em que há um trânsito menor de pessoas nesses espaços públicos para mudar o visual, fazer uma limpeza e dar uma total revitalizada nas 38 praças da cidade.
A reunião em que o prefeito Vérdi determinou a execução do trabalho foi no dia 24 de abril. A partir daí, três equipes estão empenhadas e o resultado já pode ser visto em locais como na Vila Barcelona onde a Praça da Pedreira e a José Braga Jordão já estão praticamente prontas. A praça da Pedreira está sendo remodelada para se transformar em ponto turístico atendendo o pedido do prefeito, aproveitando a exuberante beleza natural que tem uma pedra gigantesca e uma vegetação rica, cujo verde predomina. Já a Praça José Braga Jordão, que fica no alto do bairro, conta inclusive com Academia de Rua e tudo foi revitalizado. No Parque Eliane (também nas imediações da Barcelona), a Praça Joana D´Arc já está de cara nova.
Em outra região também bastante populosa, no alto do Sion, a Praça Marcos Frota está sendo revitalizada e já concluímos o serviço na Praça Nossa Senhora Aparecida (Três Bicas) e Praça São Pedro (Vila Floresta); agora estamos na Praça Coronel Emílio (final da av. Dr. José Bíscaro – perto da antiga Cadeia).
As praças e quadras ganham cores variadas, limpeza, troca de encanamento, capina, manutenção das luminárias, instalação de postes e revitalização dos banheiros, além da sinalização viária com coordenação do Departamento Municipal de Trânsito – Demutran.

PUBLICIDADE

terça-feira, 2 de junho de 2020

Iarvin tem muita história para lembrar! Confira

Nome: Iarvin Gonçalves Valeriano
Idade: 27 anos
Esporte: Futebol

No começo, o esporte significou um sonho para Iarvin e também um caminho longe das ruas, onde aprendeu a não se envolver com crime, drogas e violência. Mostrou-se um caminho para seguir junto aos estudos. “Foi um importante formador do meu eu. Quando comecei a praticar futebol, me apaixonei de cara. Sempre foi meu desejo jogar e ver minha família e amigos torcendo por mim e pelo meu clube”, diz o atleta.

Eu costumava ir bastante aos jogos no Nego Horácio, no Sete de Setembro e no Flamenguinho ver o VEC, junto com bons parceiros, como João Carlos Trator, Wilson Jesus, Marcinho e outros caras que jogavam muito, mas não me lembro de todos agora. Víamos as pessoas aficionadas, era muito divertido ver a paixão delas pelo esporte e pelo clube de seus bairros”, lembra.

Estreou no campo do Nego Horácio, pela escolinha do Barcelona, e no projeto Ciame, aos 05 anos. Aos quatorze, jogava futsal e campo, na Vila Flamengo e pelo Botafogo de Varginha, do técnico Paulinho Gabriel. “Foi uma das épocas mais divertidas da minha vida. Treinávamos toda quarta e sábado, e competíamos no sábado, quando nossos recursos eram suficientes para disputar campeonatos. Jogamos contra o Cruzeirinho VGA, Corinthians VGA, América VGA, AVE e Fluminense VGA”.

Iarvin conta que muitas vezes chegaram longe, porém, por falta de recursos financeiros, tinham que abandonar. “Mas jogamos tudo o que tínhamos, eram jogos clássicos”, brinca. Com botafogo teve a experiência de jogar campeonatos clássicos como Cidade Varginha e Sul Mineiro.

Sua primeira competição foi o Campeonato Cidade Varginha em 1999, que aconteceu no campo Sete de Setembro, sendo mirim do Barcelona VGA. “Foi muito significativo em termos de persistir, superar dificuldades, medos e barreiras. Foi superação, comecei no banco, entrei e fiz gol, mas meu time levou a sacola com uns 9 gols kkkkkk. Na época isso não fez diferença, só queria jogar”.

Aos 16 anos, entrou no time juvenil Semel VEC, dos professores Wendel, Marquinhos e Donizete. “Foi muito especial para mim. Aprendi muitíssimo com professores e amigos de time. Confesso que gostaria de ter começado antes ali”. No ano de 2009, jogou no Torneio Internacional Brazil Cup, ficando em terceiro colocado, e no Campeonato Mineiro Juvenil, no qual tiveram o mesmo resultado. Um outro jogo inesquecível para Iarvin foi também nessa temporada, VEC x Vila Flamengo, quando fez três gols. “O flamenguinho tinha muita gente. Minha mãe e meu irmão assistiram exclusivamente esse jogo, foi especial”, conta o atleta.

Tive ótimas experiências, aprendi muito com treinadores e amigos de time de Varginha. Me lembro que jogaram comigo Naninho, João Paulo, Donizete, Gladson, Rafael Toró, Felipe, Marcão, Lucca, Marruco, Elias Formiga e alguns outros. Treinos, viagens e concentrações. Foram grandes oportunidades para aprender e boas experiências. Ver jogos contra América BH, Venda Nova, Democrata Sete Lagoas e Palmeiras B, entre outros, foi importante para ganhar bagagem.

Em 2011, quando o BOA Esporte Clube foi transferido para Varginha, eu e uma molecada da categoria júnior ficamos treinando ali por alguns meses. Mas não era a intenção deles nos aproveitar naquela época, então fomos dispensados. Continuei jogando na cidade, campeonato amador por alguns clubes, como Barcelona, Fertipar, Minas Sul, Bonsucesso, Roma e Valencia”.

Em 2018/2019, Iarvin teve a oportunidade de fazer um ano de faculdade de Educação Física no Paraguai, onde jogou no Club Tagy Poty San Rafael del Paraná, perto da Ciudad del Este. Na cidade de Encarnación, mais ao Sul do Paraguai, jogou no Club Petirrossi de Cambyreta e no Club 22 de Septiembre Encarnación.

Ainda naquele país, treinou com o professor Miguel (Minguichi), que lhe abriu as portas, ajudando-o na pré-temporada. “O professor faz um trabalho muito interessante lá com futebol feminino e infantil. Um trabalho muito focado em coordenação psicomotora e fundamentos voltados ao futebol, tudo sem muito patrocínio, mas muita força de vontade. Achei interessante citar esse trabalho pela gana e amor ao esporte, quero ter oportunidade de mostrar seu trabalho para os demais, e algum dia poder ajudar também”, afirma o jogador. Atualmente, Iarvin estuda em Varginha.

Hoje em dia, busco sempre também fazer alguns treinos específicos com amigos, tentando conciliar isso com o estudo e trabalho. Tenho orgulho de ter feito amizades, dos jogos e disputas que participei, porque não foi fácil. Minha maior felicidade é poder treinar e jogar, estar em campo. Futebol sempre será uma alegria para mim.”

O atleta tem como perspectiva para o futuro concluir a faculdade com êxito. Ser um profissional de Educação Física requisitado e de sucesso. “Gostaria de fazer um agradecimento especial aos meus pais, Maurílio e Lúcia, meus ídolos, e meu irmão Gilson. Por sempre me apoiarem em tudo.

No esporte, tem admiração pelos ídolos Michael Jordan, Ronaldo Fenômeno e Daniel Alves. “Queria ser como eles, foram grandes atletas e conquistaram muitíssimos títulos, principalmente Jordan - o melhor sempre”.

Iarvin deixa uma importante dica para aqueles que são menos experientes: “Estudem, respeitem e cuidem do pai e da mãe, eles são as pessoas mais importantes na vida... é a base. Mantenham bons amigos, amigos do bem como prioridade; treinem com vontade, não desistam do sonho, por que que algum dia vai ter alguém olhando, mesmo que vocês não imaginem”.

Texto: Maria Júlia Veloso

segunda-feira, 1 de junho de 2020

Vitor, Gambá, conta sua história

Nome: Vitor José Batista
Apelido: Gambá
Idade: 52 anos
Esporte: Futsal e Futebol de Campo

            Desde pequeno, sempre acompanhou o esporte na cidade de Varginha. Com o tempo, Batista foi se apaixonando pela modalidade. Começou a praticar com 14 anos, ao convite de seu grande amigo José Roberto Galdino, ou Tibicha, para jogar no seu time MEC, do bairro de Fátima. Em sua carreira, passou também por outros times como o Internacional, onde ficou sete anos, Santiago de Besul, Corcetti, AABB e Santa Cruz.

Logo no ano em que começou, teve sua primeira experiência como campeão de um campeonato, e destaque também. Depois, convocado para a seleção de futsal de Varginha em 1986, foi campeão do JIMI. Após ser convidado para a outra equipe do bairro, o Inter, ajudou a garantir a Taça Municipal de 1992 e, no mesmo ano, foi campeão da Taça EPTV de Futsal.

Além disso, disputou os campeonatos Mineiro e Copa do Automóvel, em São Bernardo do Campo/SP; foi bicampeão 92/93 do torneio regional Abertura de Futsal; campeão Regional pela seleção de Varginha em Conceição Aparecida; bicampeão pela Takenaka Varginha e da Taça Municipal de Varginha AABB de Futsal; em 95, campeão Copa Varginha para Todos e Taça Municipal; em Santa Cruz, campeão de 1996-2003 da Taça Municipal e Corcetti Futsal; em 2000, das Olimpíadas de Campanha; campeão de areia de 2000 a 2002; além de campeonatos como Copa Alterosa de Futsal, 3º e 4º lugar. Tudo isso fora os jogos contra Atlético PAX Minas, Seleção da Austrália e Rosário Central-ARG.

Entre minhas maiores dificuldades, destaco conciliar os treinos e jogos da seleção de futsal de Varginha com o trabalho. Muitas vezes saía do trabalho para ir direto à viagem de jogos em outras cidades. Voltávamos de madrugada e eu já ia trabalhar no dia seguinte. Foi muito difícil, mas aprendi muito nesse tempo, e graças a isso tive oportunidade de fazer várias amizades que tenho até hoje. Só tenho a agradecer ao esporte por me proporcionar isso e saúde!”, afirma.

Atualmente, pratica na AABB Society e Futsal Santa Cruz. Agora mais experiente, tenta passar aos jovens um pouco do que aprendeu. “Sempre tive vontade de praticar. Hoje o esporte significa tudo para mim, faz parte da minha vida e do meu dia a dia”.

Seu esforço se dá por inspiração em seus treinadores, José Roberto Galdino, Targino Valias, Adalmir Imbrisi, Orlando Rosa e Evadson Rosa. Gambá pretende continuar praticando esporte e espera poder ajudar alguém no futuro, no esporte.

Agradeço ao meu amigo Tibicha, que foi a primeira pessoa que acreditou no meu futebol. Quero agradecer algumas pessoas que esqueci de mencionar, mas que fizeram parte da minha trajetória no futsal e na minha vida. E minha família acima de tudo, meu filho e minha esposa.”

Texto: Maria Júlia Veloso


Diego Martins Vicente conta sua história

Nome: Diego Martins Vicente
Idade: 11 anos
Esporte: Judô e jiu-jitsu

Começou a praticar logo que completou 5 anos, pois seu primo, Lucas Vicente, que também é judoca, uma vez o levou em uma academia e já naquele dia já começou a treinar, porque se apaixonou por vestir um Kimono de primeira.

Depois, treinou no projeto social Raízes da Vila, no conselho comunitário da Vila Barcelona, com seu primo, e logo começou a competir. A partir disso, também começou a treinar no CRES Varginha, com o sensei Lucas Corrêa e sensei o Rodrigo Marcondes.

No começo, o esporte significou amizade e respeito para mim, uma forma de interagir com outras crianças fazendo o que gosto. Hoje, minha visão já mudou um pouco, tenho objetivos de conquistas e treinar muito”, conta o pequeno rapaz.

Sua primeira competição foi aos 6 anos. Ela aconteceu em Varginha, o Circuito Sul Mineiro de Judô. Conta que ficou muito feliz, porque ganhou todas as lutas. O pai de Diego, Maurinei Vitor Vicente, explica que as competições oficiais pela Federação acontecem a partir do sub 11. Aos 09 anos, Diego foi Campeão Mineiro e Campeão do Dangai, um campeonato por faixa, ganhando seu primeiro título. Em sua categoria atual, sub 13, foi vice do Dangai e terceiro no Mineiro do ano passado.

Sua rotina costumava ser de treinos de segunda a sexta, com preparação física, acompanhamento nutricional e treinos de jiu-jitsu e judô. “Para mim, é normal essa rotina, porque tem os horários certinhos, sobra tempo para estudar e brincar”, explica.

Neste ano, houve apenas uma competição oficial da Federação, que é o Torneio Início, realizado em BH, valendo ao vencedor a classificação para o Brasileiro Regional de Judô. O garoto conquistou a disputada vaga para a Nacional, que aconteceria em abril, mas foi adiada devido ao atual contexto mundial.

Agora, os principais objetivos do jovem atleta são disputar o Brasileiro de Judô e o Europeu Kids de Jiu-jitsu. Para isso, continua ativo nos treinos. “Nesta quarentena, estamos fazendo treinos de jiu-jitsu individual, preparação física na academia e em casa fico fazendo golpes repetitivos de judô”, conta Diego.

Gostaria de agradecer meus professores, meus senseis, minha nutricionista, amigos e meus colegas de treino. E minha família, que tenho muito orgulho de ter sempre me apoiando.”
Texto: Maria Júlia Veloso


terça-feira, 19 de maio de 2020

Vitória Eduarda conta sua história

Nome: Vitória Eduarda Santos Rosa
Idade: 17 anos
Esporte: Futsal e futebol

O que te faz apaixonado por esse esporte?
- Desde que comecei a jogar me identifiquei muito, consigo me expressar através dele.

O que a levou a começar a praticar? Quantos anos tinha?
- Amigos e irmãos. Comecei a jogar com eles aos treze anos e me identifiquei com o esporte desde então. Parei um tempo de jogar, faz um ano que voltei.

Atualmente onde treina?
- No Real Madrid.

O que o esporte significou no começo?
- Paixão.

Fale um pouco sobre competições que marcaram muito sua trajetória.
- Sempre joguei campeonato, mas nunca tive sorte. Agora, nós estamos trabalhando muito com o treinador Marquinho no Real Madrid, focando em campeonatos e poder ganhar título para o Real Madrid.

Fale sobre conquistas:
- Joguei com o Real Madrid no bairro Bom Pastor em Varginha, que infelizmente não ganhamos, mas me marcou porque conseguimos chegar na semifinal e, com o aprendizado, conseguimos identificar onde a gente está com habilidade e onde precisamos melhorar.

Qual é ou foi sua rotina de treinamento?
- São aos sábados à tarde, a gente começa alongando, fazemos treinamento físico e depois vamos para o coletivo. A parte mais difícil para mim é que o futebol feminino ainda está um pouco escondido, então temos que se destacar para que seja reconhecida e conseguir oportunidades.

Qual a sua maior alegria?
- No futsal em dias de treinos é a melhora do meu futebol, e em dias de campeonato é me desempenhar junto com o time para que chegamos a final vencedores.

Quais decepções ou frustrações enfrentou pelo esporte?
- Como falei, o futebol feminino ainda está um pouco escondido e minha esperança é que isso possa um dia mudar.

Como estão seus planos para o futuro?
- Eu não pretendo ser uma jogadora de futebol, mas quero levar minhas experiências para a vida.

Gostaria de fazer agradecimento? De qual forma essa pessoa te ajudou?
- Agradecimento para o meu treinador Marquinho, do time Real Madrid, que me ajudou a voltou a jogar futsal um esporte que gosto muito.

Quais aprendizados e ensinamentos o esporte trouxe para você?
- Com esse esporte consegui ter a certeza de que o futebol feminino ainda pode ser identificado.

LINK

Diego Rodrigues conta sua história

Nome: Diego Rodrigues
Apelido: Diemito
Idade: 22 anos
Esporte: Futsal

O que te faz apaixonado por esse esporte?
- Está no sangue de todo brasileiro ser apaixonado por futebol, a emoção junto com a competitividade do esporte é realmente apaixonante.

O que o levou a começar a praticar? Quantos anos tinha?
- Lembro de quando era muito novo, acho que uns 6 anos, estava vendo meu irmão jogar com os amigos dele. Ali foi amor à primeira vista.

Depois como seguiu sua história?
- Comecei minha trajetória com o professor Aldo, alguém que tenho uma gratidão gigantesca, além de formar atletas, formava cidadãos de bem. Logo depois, resolvi seguir somente no futsal, junto ao professor Juliano, uma pessoa que exige de você passar dos seus limites. Foi muito bom trabalhar com ele durante esses 5 anos.

Atualmente ainda pratica? Onde?
- Eu sempre brinco com minha mãe que vou jogar até os 50 anos. Treino nas quadras do Caic e na quadra da Vila Bueno.

O que o esporte significou no começo?
- O esporte no começo deu um rumo totalmente diferente e prazeroso na minha vida.

E o que significa hoje para você?
- A importância do esporte na minha vida é algo especial, e espero que dure por muito tempo ainda.

Fale um pouco sobre competições que marcaram muito sua trajetória:
- Tive o privilégio de jogar boas competições como Jojuninho em Formiga (2013); Encontro Brasileiro de Futsal em Cambuquira (2013); LIDARP em várias cidades de MG (2014);  LIDAE (2014), JIMI (2015), Taça Alterosa (2016), Taça EPTV (2017), Taça Varginha (2018) e Intermunicipal (2019).

Fale sobre conquistas que marcaram sua trajetória:
- Jogos Escolares em 2015 e o Intermunicipal de 2018.

Qual é ou foi sua rotina de treinamento?
- Estou trabalhando só a parte física pelo momento em que estamos vivendo.

Qual parte mais difícil dela?
- Sempre olhei o esporte pelo lado positivo, para mim sempre será uma diversão e não existe dificuldade nas diversões, não é?

Qual a sua maior alegria?
- Conquistar títulos ao lado dos meus amigos do Divino FC, algo que acontece todo ano.

Quais decepções ou frustrações enfrentou pelo esporte?
- Assim como a maioria dos atletas amadores, a maior frustração é não me tornar um profissional.

Seu esforço se dá por inspiração em alguém?
- Em tudo que eu faço a minha maior inspiração é minha mãe.

Como estão seus planos para o futuro?
- Os planos do futuro é seguir competindo em alto nível.

Gostaria de fazer agradecimento?
- Gostaria de agradecer primeiramente a Deus, por estar comigo esse tempo todo, minha mãe, meu irmão e professores, Aldo, Juliano, Josué, Victor e Filipe (Toró).

Quais aprendizados e ensinamentos o esporte trouxe para você?
- O esporte me ensinou a ser uma pessoa melhor e aumentou meu companheirismo.

Observações que gostaria de acrescentar:
- Gostaria de dizer pra todos meus amigos do Divino FC que é uma honra ganhar ao lado deles e queria ressaltar que a maior força da nossa equipe é a amizade que existe entre nós. E queria dizer aos rivais que esse ano vai ser mais difícil ainda nos vencer.

LINK

segunda-feira, 18 de maio de 2020

Prefeitura oferece aulas de exercícios físicos pela internet


           A Prefeitura de Varginha segue firme na luta e no combate à COVID-19. A partir de agora, a Secretaria Municipal de Esporte e Lazer – SEMEL - também se adapta às novas tendências neste momento de distanciamento e isolamento Social.
            Em reunião, na manhã desta quinta-feira, 14, na sede da SEMEL com a presença do prefeito Vérdi Melo, ficou definido que as aulas de Ginástica, Dança, Alongamento, Localizada serão realizadas on-line, pois não é viável atender os alunos de maneira presencial neste momento. De acordo com o professor Flávio Henrique Pontes, “ficar em casa ainda é a melhor maneira de prevenção, por isso, vamos desenvolver uma plataforma de aulas no YouTube para que todos tenham acesso e possam realizar as atividades em casa”.
            Além das aulas já conhecidas de Alongamento e Flexibilidade, Ginástica Aeróbica e Localizada, Dança, Zumba e Fit Dance, também haverá atividades com materiais alternativos como elásticos, gomas, garrafinhas pet, saquinhos de 1kg, 2kg e 5kg, tapetes e colchonetes. Tudo para atender da melhor maneira possível a população de Varginha neste momento de pandemia.
            “A atividade física é extremamente importante nesse momento, assim como o distanciamento social juntamente com o uso de máscaras e a assepsia das mãos, ou seja, se você quer se cuidar da saúde se exercitando não se esqueça que esse cuidado também depende da prevenção coronavírus”, ressalta Flávio.
            Além de montar essa nova plataforma no YouTube, os professores ainda vão dar aulas on-line nos canais pessoais (Facebook e/ou Instagram) e serão divulgados nos meios de comunicação da Prefeitura. O professor Flávio já disponibilizou aulas no facebook e no instagram.
            “Essa é mais uma medida que a Prefeitura de Varginha adota para minimizar os reflexos desse isolamento social; portanto, deixo aqui o convite para todas as pessoas visitarem o facebook dos professores da SEMEL ou o instagram para não ficarem sedentárias e consequentemente isso ajudará também o psicológico de cada um”, convida o prefeito de Varginha, Vérdi Melo. Ele ainda adianta que a SEMEL também vai oferecer on-line palestras sobre vários temas ligados à saúde.

LINK