sexta-feira, 15 de março de 2019

CORCETTI no Amadorzão 2019

Corcetti Esporte Clube

            Fundado em 2002/2003 por João Matias da Costa (Pantanal), Evandro Evaristo Ribeiro, Alex Rubens da Silva, Carlos Roberto Rodrigues e Alessandro Rezende.
            Na última edição do Amadorzão (2017), a equipe Fúria disputou o campeonato em nome do Corcetti. Em 2018, a nova diretoria assumiu para voltar com as atividades do Corcetti Esporte Clube, que inclusive possui categorias de base.
            A equipe é formada com 80% de jogadores do bairro, inclusive quatro deles vieram diretamente da equipe de base.

Principais títulos 

Tetracampeão do Amadorzão de Varginha 
2003 contra Ponte Preta
2004 contra Imaculada
2008 contra Solúvel
2012 contra PSG

Vice-campeão
2002 Sulmineiro Copa Record
2004 Copa dos Campeões
2005 Amadorzão
2006 Amadorzão

Equipe técnica 2019
Wellington Valério (Cocão) - Presidente; Alex Rezende - diretor esportivo e auxiliar técnico; Juliano - diretor; Alessandro Inácio - diretor; João Martins - diretor; Elias Reis - tesoureiro; Alessandro Rezende - diretor; Ronan Martins - secretario e Vitor Santos - treinador. 

Jogadores confirmados
Guilherme Francelino (goiaba); Walef Martins (nenê); Wesley Santos; Anderlucio; Charles Marques; Marcos Antônio (leitão); Nilson; Cearazinho; Elton Araújo; Gabriel Felipe (pezão); Jordan; Carlos Henrique (popai); Thales (Buchecha); Lukas Francelino; Jean Silva; William (boca); Bruno Silva; Jhon - goleiro; Sidney - goleiro; Madeira; Marlon e Luis Fernando.

Patrocinadores
Mini Box Grandeza; Bar Mandela; Bodeguinha; Cantina D’Anastácia; FB Produções e Eventos; R Tristão e Colégio Pintando o Mundo.


Varginha disputa a V Copa Líder de Futsal Feminino


              Neste final de semana, a equipe sub 17 de futsal feminino de Varginha disputa a 5ª edição da Copa Líder de Futsal Feminino em Caxambu.
            A equipe é composta por oito atletas: Raissa, Geovanna, Cecilia, Aninha, Bruna, Camilly, Maria Luiza e Gabi, coordenadas pelo técnico João Pedro.
            Varginha entra em quadra hoje às 22 horas enfrentando Itanhandu. No sábado às 14 horas, encara o time da casa e às 18 horas, enfrenta São Lourenço.
            Em 2018, o time foi vice-campeão da Copa Líder, realizada em São Lourenço. As varginhenses perderam na final para as donas da casa, por 2x1.
            Vale a sua torcida para a conquista do título 2019!



Campeã na São Silvestre alerta que a reforma da Previdência ignora atletas


Por: JOSÉ CRUZ

            Carmem de Oliveira foi a primeira brasileira a vencer a Corrida de São Silvestre, em 1995. Em nível internacional, ela marcou 2h27min na maratona de Boston, recorde sul-americano. Com ótima técnica e bom fôlego, fez do atletismo a sua profissão.
            De família humilde, Carmem corria, literalmente, atrás de bons resultados para conquistar prêmios em dinheiro, o seu salário, mas sem direito a férias. Quando melhorava as suas marcas, Carmem valorizava o cachê para prestigiadas corridas, e facilitava negociar novo contrato com o patrocinador. Mas precisava evitar contusões para não parar. Era “trabalho” permanente, com treinos, viagens e competições. Tudo em nome do “pão nosso de cada dia”.
            Há mais de dez anos fora das pistas, Carmem revela que não tem aposentadoria como atleta. Pedagoga e militando na política por causas sociais, ela é crítica ao modelo de reforma da Previdência e alerta os seus colegas atletas ainda na ativa. Confira:
            “A reforma da Previdência esqueceu o atleta. Ela não contabiliza como `trabalho´ os dias de treinos, viagens e competições, para efeito de aposentadoria. Nas últimas décadas, explorando o nosso potencial técnico e físico, representamos o Brasil em eventos internacionais. E o próprio governo reconheceu a importância de nosso `trabalho´ recompensando com a Bolsa-Atleta, patrocínios das estatais, verbas para projetos etc.
            Porém, nada disso habilita os atletas à uma aposentadoria digna, porque falta a parte legal do contrato de trabalho com o clube. Por exemplo: quantos competidores recolhem o INSS de seus patrocínios, por anos ininterruptos? Quantos atletas têm carteira ou contrato assinado com um clube e recolhimentos mensais ao INSS? Sem isso, adeus aposentadoria digna.
            As autoridades públicas que tanto se orgulham dos feitos no esporte e nos abraçam na hora dos holofotes não têm ideia do que é a rotina dos atletas; não sabem como vivemos durante os escassos anos de nossas carreiras e, muito menos, o abandono que sofreremos, quando paramos de competir.
            Hoje, eu vibraria mais com a retirada desse projeto nefasto, que sacrifica os mais necessitados, do que com uma vitória numa maratona importante. Tenho a clareza de que esse projeto visa capitalizar os banqueiros com a chegada de uma Previdência privada.
            Atletas, não esqueçam que o governo não estará com vocês na pós-carreira. E, ao contrário das excelências do Judiciário e do Legislativo, não haverá privilégios nem pensões vitalícias!
            Digam algo! Ajam agora, pois essa atrocidade de reforma previdenciária não diz respeito aos atletas, os `trabalhadores´ do esporte. Lutem contra esse projeto como se fosse um pódio para o país”.
            Para concluir:
            Faz sentido o alerta de Carmem. Até no futebol, onde os atletas param, em média, aos 35 anos, a situação é difícil. Precisam trabalhar mais trinta anos em outro segmento para chegar à aposentadoria. Pior! As estatísticas mostram que apenas 15% dos profissionais brasileiros têm contrato de trabalho o ano todo. Segundo a CBF, 82,4% dos atletas têm renda mensal de até R$1.000,00; 13,7% recebem R$ 5.000,00 e apenas 6,9% dos jogadores recebem acima de R$ 10.000,00.
            Ora, se no futebol, a paixão nacional, a situação é essa, o que se passa nas demais modalidades? O alerta de Carmem é oportuno: os atletas precisam estar atentos à legislação e sua atualização para evitar dificuldades na pós-carreira.

José Cruz, jornalista e comentarista esportivo. 
Colaborador do Jornal PODIUM desde 2011.
Artigo publicado originalmente na
coluna Campo Livre - UOL.



quinta-feira, 14 de março de 2019

VARGEANA no Amadorzão/2019

Associação Atlética Vargeana de Esportes

            Time oriundo do bairro da Vargem, por isso o nome Vargeana. Fundada em 1988 por três amigos: Bizurica, Dominguinho - da Lajes São Domingos - e o Grilo. Tendo disputado neste ano seu primeiro campeonato, que foi o Bairrão de 1988, sagrando-se campeão.
            Tem como mascote o Jacaré.

            Principais títulos: Bicampeão do Bairrão, Hexacampeão Amador, Bicampeão Copa Varginha, Campeão Copa Princesa, Campeão Sul-mineiro e Campeão Copa ASESV.

            Diretoria: Jeferson Silva (Jefinho Bizurica), Ederson Rodrigues Silva e Getúlio Augusto.

            Equipe Técnica 2019: Treinador: Jefinho Bizurica. Auxiliares: Getúlio Augusto e Claus Vander de Souza. Massagista: Paulo Gabriel.

            Elenco para 2019:  
Goleiros: Fabiano e Lucas.
Zagueiros: Fábio Canário, Miltinho, Douglinhas e Bruno.
Laterais: André Wyver, Dezinho, Josias, Frango e Luan.
Volantes: Guma, Michel e Matheus Jacomeli.
Segundo Volante: Marinho, Luiz e Pedro.
Meia atacantes: Gleissinho, José, André, Daniel, Passarinho e Yagho.
Atacantes: Maykisson, Silas, Leandro, Thalles, Diego e Jean.

            Patrocinadores: Palácio das Lãs - Jacutinga, Caixeta Veículos, RDZ Marmoraria, Onda 7 Sports, Coomap - Cooperativa de Paraguaçu (este patrocínio estamos prestes a fechar nos próximos dias).

            Informações adicionais: Em 2018 completamos 30 anos de fundação e infelizmente não teve o Amador em Varginha para que pudéssemos buscar o título para dar de presente aos nossos torcedores.
            Porém tivemos a Copa ASESV, onde pudemos comemorar os 30 anos com este título.
            Para 2019 iremos buscar, respeitando todos os adversários, fazer o máximo para dar o título a nossa torcida. Iremos homenagear nossos fundadores, dando a eles uma placa de agradecimento. E em especial ao fundador emérito, Bizurica que faleceu em 1997. Acesse nosso Facebook: A.A.Vargeana

LINK

quarta-feira, 13 de março de 2019

Jornal PODIUM na cobertura do Amadorzão/2019


     Mantendo a tradição de grande incentivador do esporte amador de Varginha, o Jornal PODIUM traz mais uma novidade: a apresentação das equipes participantes da edição 2019.
            A partir desta semana, o leitor poderá acompanhar a história dos times.
            Estamos entrando em contato com os dirigentes e enviando questionário para as reportagens.
            Participe, curta, compartilhe e torça por sua equipe.
            Jornal PODIUM, esporte é a nossa notícia!


Dudu Ottoni pede revitalização da pista de caminhada do Santa Maria


              Atento às reivindicações dos munícipes, o Presidente da Câmara de Varginha, Dudu Ottoni, apresentou a Indicação Nº 76/2019, solicitando que o Executivo Municipal envide todos os esforços necessários para a revitalização da pista de caminhada localizada ao redor do ribeirão do bairro Santa Maria.
            - A caminhada e a corrida estão entre as atividades físicas mais praticadas no Brasil, segundo dados do Ministério da Saúde. De acordo com pesquisa realizada em 2018, a caminhada é o exercício físico mais comum, praticado por 33,6% da população -, justificou.
            A pista de caminhada do bairro Santa Maria é um exemplo de local público que desempenha um papel importante na prática de atividades físicas ao ar livre, proporcionando um estilo de vida mais saudável à população.
            Dudu enfatizou: Por esse motivo, a revitalização daquele espaço com pintura, melhorias na iluminação pública, acessibilidade, limpeza, sinalização de solo e manutenção do calçamento é tão importante para a continuidade das práticas esportivas ali desenvolvidas.
            - Além de fazer bem para a saúde do corpo, a caminhada ao ar livre proporciona sensação de bem-estar, melhorando o humor e a autoestima. Daí a importância de valorizar locais públicos para a prática de atividades físicas pela população em geral -, finalizou.

JEMG: 839 cidades garantiram vaga na competição


              Os Jogos Escolares de Minas Gerais (Jemg) alcançaram nova marca em 2019. Em mais um recorde, o maior evento esportivo-social do Brasil recebeu inscrições de 839 dos 853 municípios mineiros, o que representa mais de 98% de adesão das cidades à competição. O resultado contabilizado nessa segunda-feira (11/3), prazo final para as inscrições, superou o do ano passado, que havia chegado a 835 municípios.
            Destinados a jovens de 12 a 17 anos das escolas públicas e particulares do estado, os jogos são promovidos pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social (Sedese), por meio da Subsecretaria de Esportes, em parceria com a Secretaria de Estado de Educação (SEE). A execução das competições é feita pela Federação de Esportes Estudantis de Minas Gerais (Feemg).
            A secretária de Estado de Desenvolvimento Social, Elizabeth Jucá, destaca o número recorde de inscritos e a importância do evento. “Além da parte esportiva, o Jemg contribui para o crescimento dos alunos como cidadãos e também na escola, evitando a evasão”, afirma.
            A etapa microrregional dos Jemg 2019, que já teve os municípios-sede definidos pelo Governo de Minas, começa no dia 8 de abril e se estende até o dia 2 de junho. Ela é realizada no âmbito das 47 Superintendências Regionais de Ensino (SREs) e conta com a participação de estudantes-atletas de modalidades coletivas como basquetebol, futsal, handebol e voleibol, além de xadrez, em dois módulos, nas categorias masculino e feminino.
            Os campeões de cada modalidade e os quatro primeiros colocados do xadrez se classificam para a etapa regional, realizada no Triângulo Mineiro, Sul de Minas, Zona da Mata, Vale do Aço, região Central e no Norte do Estado. Esta etapa, que deve acontecer também em junho, inclui também o vôlei de praia e a peteca.
            Os vencedores da etapa regional seguem para a estadual. Nesta fase, entram todas as modalidades de esportes já executadas, incluindo ainda o atletismo, badminton, ciclismo, ginástica rítmica, judô, luta olímpica, natação e tênis de mesa, além das modalidades paralímpicas, como o atletismo PCD, bocha, futebol de 5, futebol de 7, goalball, judô PCD, natação PCD, tênis de mesa PCD, tênis em cadeira de rodas e vôlei sentado.
            Os Jogos Escolares de Minas Gerais buscam fomentar a prática do esporte para fins educativos, contribuir para o desenvolvimento integral do estudante; estimular o pleno exercício da cidadania e a prática esportiva nas instituições de ensino fundamental e médio das redes públicas e particulares, bem como indicar o representante do Estado nos Jogos Escolares da Juventude e Paralimpíadas Escolares, competições nacionais promovidas pelo Comitê Olímpico do Brasil e Comitê Paralímpico Brasileiro, respectivamente.

POR: SEGOV - Governo de Minas - Central de Imprensa

LINK

segunda-feira, 11 de março de 2019

Vem aí a primeira edição do Varginha Mais Saudável 2019


      Depois do sucesso do #Desafio15DiasVarginha, a Prefeitura de Varginha ,por meio da Secretaria Municipal de Esportes e Lazer/SEMEL e seus parceiros e apoiadores, realiza o 1º VARGINHA MAIS SAUDÁVEL 2019!
            O objetivo é chamar a atenção da população, despertando o interesse pela prática de atividade física, cuidados com a saúde e beleza, aspectos psicológicos, emocionais e sócio culturais que também farão parte deste evento.
            De acordo com o professor da SEMEL, Flávio Henrique Pontes, desta vez serão mais de 40 atividades oferecidas GRATUITAMENTE à população. "Teremos atrações para todas as idades, desde crianças, adolescentes, jovens, adultos e idosos, confirmando assim o objetivo de descentralizar a SEMEL e levar atividade física, saúde e lazer a  toda população", explica Flávio.
            Este Varginha mais Saudável terá um "Toque Especial" com atividades específicas para as mulheres. Atividades especiais, oficinas especiais na área da saúde, cuidados com a beleza e até um "Talk Show" (novidade) abordando diversos assuntos relacionados à mulher.
            Na programação, várias atividades físicas, corrida de 4km  "Só Delas" (organizada pelo Grupo Correr e Viver Bem), oficinas de saúde e beleza, oficinas direito e psicologia.
            O VARGINHA MAIS SAUDÁVEL será neste próximo sábado, dia 16 de março, na Academia de Rua da Vila Paiva.
            A abertura será as 8h com a Banda do CDCA - Centro de Desenvolvimento da criança e do adolescente.


Equipe de Varginha é “bronze” em torneio estadual de judô


         A equipe de judô da SEMEL, composta por 19 atletas (masculino e feminino), participou neste sábado, dia 09, do Torneio Início da Federação Mineira de Judô, no Minas Tênis Clube, em Belo Horizonte.
            A competição abre o calendário Mineiro e conta também como seletiva para o Campeonato Brasileiro Região III (MG, RJ, BA e ES), que será realizado em Salvador/BA de 12 a 14/04.
            O evento teve a participação de 446 atletas de 24 clubes e academias.
            A equipe da SEMEL, comandada pelos técnicos Lucas Corrêa Reis e Rodrigo Marcondes de Lima, conquistou 14 medalhas, sendo seis de ouro, duas de prata e seis de bronze, classificando em 3º lugar geral da competição, atrás do MTC de Belo Horizonte (1º)  e da Associação Esporte Sem fronteiras do Brasil, de Belo Horizonte (2º).
            Todos os campeões e vice estão classificados para o Campeonato Brasileiro Região III. 

            A equipe conta com o apoio da SEMEL e Academia Happy Fitness.
            Confira os resultados:
Bruna Luiza Pereira Guido - Sub13 Médio - 3º lugar
Christian Daniel Pereira Guido - Sub13 S-Pesado - 2º lugar
Miguel Spiguel de Brito - Sub15 Ligeiro - 3º lugar
João Felipe Faria Borges Xavier - Sub15 M-Leve - 3º lugar
Hendryw Romão de Carvalho - Sub15 Leve - 1º lugar
Brenda Stephani da Silva Sarto - Sub15 Médio - 1º lugar
Enzo de Almeida Silva - Sub15 Médio -            3º lugar
Bruna Martimiano Ferreira - Sub15 M-Pesado - 1º lugar
Pedro Lucas Rodrigues Lasmar - Sub18 Leve - 1º lugar
Claudio Mitinori Ueda Junior - Sub21 Ligeiro -            3º lugar
Eduardo Almeida Silva - Sub21 Ligeiro - 2º lugar
Kauanny Faria Borges Pereira - Sub21 M-Médio - 1º lugar
Pedro Luiz de Souza Adão - Sub21 Leve - 3º lugar
Robert Fabiano Maciel Pires - Senior S-Ligeiro - 1º lugar



Varginhense é aprovado no Athletic Futebol


             O jovem Breno Leonardo (Breninho), foi selecionado para a Equipe Sub 15 do Athletic Club Futebol, de São João del Rei.

            O varginhense foi aprovado em seletiva realizada no início deste mês de março e visa o Campeonato Mineiro 2019, que terá início no próximo dia 23.

            O Atletic disputará a 1ª Divisão nas categorias Sub 15 e Sub 17.

            Em Varginha, Breninho integrava as categorias de base da Semel.

LINK

domingo, 10 de março de 2019

Vôlei de Varginha na Seleção Mineira


           O prof. Wesley Gonçalves, técnico de vôlei masculino de Varginha, foi convocado pela Federação Mineira de Voleibol como Assistente Técnico para a Seleção Mineira Masculina Sub 19.
            A Seleção Mineira de Voleibol é composta por profissionais e atletas formados nas categorias de base dos Clubes de Minas Gerais na representação do estado em competições nacionais organizadas pela Confederação Brasileira de Voleibol (CBV).
            O Campeonato Brasileiro de Seleções da categoria Masculina Sub 19 será realizado de 11 a 16 de março, no Centro de Desenvolvimento de Voleibol (CDV) em Saquarema/RJ.

CBS Sub 18 Feminino

            Em fevereiro, de 20 a 24, o técnico de vôlei feminino de varginha, André Pereira, integrou a Seleção Mineira no Campeonato Brasileiro Sub 18. 

            A Divisão Especial contou com oito equipes na disputa do título: Minas Gerais, Rio de Janeiro, Goiás, Pernambuco, Santa Catarina, São Paulo, Ceará e Paraná. Minas ficou em quarto lugar.

Projeto Voleibol do Futuro

            As equipes de vôlei da Prefeitura de Varginha, através da Semel, integram o projeto Centro de Formação de Voleibol, uma correalização do CRES, que conta com patrocínio das empresas Coletek e Lojas Edmil, através da Lei de Incentivo ao Esporte do Estado de Minas Gerais, e apoio da Unimed Varginha, Prolife, Promédica, Açaí Summer, Cantinho da Bia, CooperStandard, Logos Colégio e Curso, IPD Laboratórios, Hortifruti JF, Santana Petróleo, Adrenaline Sports, A Popular Atacadista, Central Joias e Relógios, Minas Gelo e Maxiloc Locações.



sábado, 9 de março de 2019

O sistema age na corrupção em favor dos poderosos


* José Cruz
            Para quem tem dúvidas, a corrupção no esporte ocorre de várias formas. Nas últimas décadas, muitos desvios de grana ocorriam quando gente do extinto Ministério do Esporte ignorava prestações de contas fraudadas do dinheiro liberado. Ou aprovava relatórios de mentirinha, como se a grana tivesse sido aplicada no fim proposto. Se mexerem nesse passado!...
            Em outros casos, superfaturavam compras de equipamentos. Nos Jogos Pan-Americanos 2007 e Olimpíada 2016, o Tribunal de Contas da União identificou faturas pagas em dobro! E até faturas que foram pagas por serviços sequer prestados...
            Há um caso, que já narrei no UOL, mas vale repetir, pois demonstra como o “sistema” é real e poderoso. Foi entre 1994 e 1997, período em que Ary Graça sucedeu a Carlos Arthur Nuzman na presidência da Confederação Brasileira de Vôlei.
            Resumo da jogada: Em 1995, a Confederação de Vôlei recebeu o equivalente a US$ 3,5 milhões do patrocinador, Banco do Brasil, para realizar 17 etapas do Circuito de Vôlei de Praia, categorias masculina e feminina. Mas, ao contrário do ano anterior, só dez etapas foram realizadas, apesar de ter sido destinado o mesmo valor. O então deputado federal Augusto Carvalho quis saber, onde foi parar a grana de 14 etapas não realizadas?
            O surpreendente resultado está em detalhes na Decisão 855/1997, do Tribunal, de Contas da União. Em resumo, foi o seguinte: Fernando Gonçalves, o então ministro-relator desse processo, no TCU, adoeceu e foi substituído por Lincoln Magalhães da Rocha que, também se afastou do caso por motivo de saúde. Em sorteio, a relatoria foi para o ministro Adhemar Ghizi, casualmente, sogro do ex-craque do vôlei, Bernard Rajzman, criador do saque “jornada nas estrelas”, amigo e braço direito de Carlos Arthur Nuzman, ex-presidente da Confederação de Vôlei e do COB e, claro, íntimo de Ary Graça. 
            O relatório do ministro Ghizi não deixou Bernard mal diante dos amigos. Depois de vasta argumentação, demonstrando pouca importância com o ocorrido, ele escreveu: “... o cerne das questões suscitadas pelo deputado Augusto Carvalho escapa à competência desta Corte (TCU), uma vez que não nos cabe fiscalizar o funcionamento da Confederação Brasileira de Vôlei...”
            Mas, a questão é que o Banco do Brasil foi ludibriado na exposição de sua marca, já que pagou por 17 etapas do circuito e não apenas dez.
            E disse mais o senhor Ghizi: “Na verdade, sendo tais verbas recebidas pela CBV a título de pagamento de contrato, não tem este Tribunal qualquer poder fiscalizatório em relação à utilização futura das verbas”.
            Com esse argumento, o parecer foi aprovado e o assunto encerrado. E ninguém ficou sabendo onde foi parar a grana das 14 etapas não realizadas. Nesse caso, o “sistema” foi influenciado pelo vínculo familiar.
            O “sistema” que esconde a corrupção em geral é interligado entre os poderes da República, independentemente de partido ou de quem esteja no governo. O sistema se mantém nas transições e nele agem amigos, políticos, parentes, clientes, lobistas, servidores, especialistas em transporte de malas... etc.
            A troca de favores, o tráfico de influência etc seguem a cartilha de São Francisco: “É dando que se recebe”...
            Por isso, não seria exagero plagiar o Presidente da República e dar nova ordem ao credo: “Deus acima de todos e o Sistema acima de tudo”.

José Cruz, jornalista e comentarista esportivo. 
Colaborador do Jornal PODIUM desde 2011.
Artigo publicado originalmente na
coluna Campo Livre - UOL.

Copa do Trabalhador de Futsal


          A Secretaria de Esportes de Elói Mendes está com inscrições abertas para a 1ª Copa do Trabalhador de Futsal.

            Podem participar empresas de outros municípios.

            Critérios: funcionários e mais três jogadores convidados.



quinta-feira, 28 de fevereiro de 2019

Entrevista com o Presidente da Câmara, Dudu Ottoni


        O Jornal PODIUM conseguiu entrevista exclusiva com o novo Presidente da Câmara Municipal, Dudu Ottoni. Ardente defensor da comunidade esportiva, Dudu justifica sua atuação:
            O que eu vejo no esporte é que as crianças encontram nele um caminho longe das ruas e das drogas e passam a ter melhores resultados quanto à saúde e à educação. Então, é importante que estejamos sempre batalhando para proporcioná-las isso. E como presidente, é claro, tenho mais facilidade em cobrar e solicitar ajuda ao Prefeito para realizar mudanças que achamos necessárias para a nossa cidade na questão do esporte”.
- Grande parte da população não tem um conhecimento sobre o trabalho de um vereador, então acabam se confundindo e cobrando muito além do que vocês conseguem fazer, como reformas de espaços públicos, sendo que o vereador fica na dependência da Prefeitura. Isso é uma coisa que te incomoda?
            “Sim, isso realmente acontece muito. É preciso deixar claro para a população que a função do vereador é fiscalizar e legislar: fiscalizar o executivo e suas contas, o orçamento; e criar leis que possam beneficiar a população, principalmente a parte que mais necessitada, além de aprimorar as leis já existentes. Entretanto, com base no senso comum, em maior parte, costuma-se jogar para o vereador toda a responsabilidade de algum defeito do sistema, cobrando dele a resolução de todos os tipos de problemas, afirmando que nós não cumprimos nossos deveres. E isso ocorre provavelmente pelo fácil acesso a nós, sendo que, a Câmara de Varginha é uma da câmaras mais enxutas do estado de Minas Gerais. Nenhum vereador tem assessor. Mas para chegar no Prefeito, por exemplo, é mais complicado, por que é preciso passar pelo secretário e pelo assessor até chegar até ele. É claro que cada vereador tem o seu perfil, mas eu procuro ao máximo atender as pessoas, meu telefone fica 24 horas por dia ligado, tanto que eu ainda possuo o mesmo número desde até mesmo antes de entrar para a política. Então, a gente pede, cobra e solicita sempre que necessário para o prefeito mas, infelizmente, dependemos do Executivo, que é quem pode realmente efetuar as obras.”
- Sobre isso, o esporte não está entre as prioridades desse poder em escala geral. Isso dificulta o seu trabalho como vereador, sendo que a demanda de pedidos é muito grande para um orçamento escasso?
            “Com certeza, temos várias quadras e espaços públicos que devem ser reformadas, e campos também - como já tivemos as reformas dos gramados Nego Horácio, Semel e o Sete de Setembro. Porém além dos gramados, é imperioso restaurar também os vestiários, as instalações de banheiros e as arquibancadas. E temos outros campos para ver também, como o Sindicato no Corcetti, e o bairro de Fátima.”
- O bairro de Fátima está com dois anos e pouco, e sofre com problemas para manutenção.
            “É complicado, porque todas as secretarias dependem da Secretaria de Obras para resolver questões do tipo. E a gente sabe que essa é pequena, e a Prefeitura não pode sair contratando, tudo é através de concurso público. Eu, particularmente, achava que a Semel deveria ter a sua própria equipe de manutenção, incluindo pedreiros e eletricistas, pois isso já ajudaria muito para fazer essas manutenções.”
- Aí esbarra na questão do orçamento?
            “Sim, é aí que pega a questão do orçamento, da lei de Responsabilidade Fiscal, de contratação, já que tem que ser através de concurso público. Então, a administração pública hoje encontra-se muito travada.”
- E a gente pode perceber, que você é um vereador durante 24 horas por dia e 7 dias por semana. Cada um tem o seu perfil, como você disse. E você tem o apoio do seu pai, mas na época dele, era muito menos burocracia, correto? Como é esse entrosamento de vocês? O que ele faz para te ajudar hoje? Porque, ele foi vereador e foi prefeito.
            “O nosso entrosamento é muito bom, graças a Deus. Ainda bem que eu tenho meu pai para me dar suporte, me orientar, me dar dicas. Eu tento seguir os passos dele, porque ele foi um prefeito e vereador atuante. Sempre correu atrás, sempre tentou fazer o melhor para a população, então eu sigo os passos dele sim. É claro que na época dele era mais fácil, não havia lei de responsabilidade fiscal ainda, já que surgiu com a Constituição de 88. Propostas nós temos e dinheiro, lá em Brasília tem. Acho temos é que ter capacidade de fazer bons projetos, ter uma equipe boa, forcada nisso, para buscar recursos lá em Brasília. Acho que o Executivo tinha que pensar e focar-se nisso, para criar bons projetos que mereçam esses recursos.”
- Você tem razão, porque se depender só do orçamento que temos aqui...
            “...não vai não. Então nós temos muitos deputados aqui, como o Dimas Fabiano, que foi o eleito majoritário na nossa cidade, à quem devemos recorrer e cobrar. E levar bons projetos pra ele, porque não adianta nada chegar nele sem um bom projeto que mereça os recursos. Tenho certeza que ele está de portas abertas para receber os vereadores, os secretários, o Prefeito. Mas temos que chegar lá com bons projetos para que ele possa destravar a burocracia em Brasília.”
- Eu queria falar mais sobre o seu pai. Entre as muitas obras, ele fez o Centro Social Urbano.
            “Veja só, lá em 1982 ele inaugurou o bairro Santana, entregou junto a escola José Augusto de Paiva, Centro Social Urbano. Naquela época, quem imaginava isso, um espaço daqueles, com tantas quadras para as crianças. Então acho que foi uma revolução. Nos complexos sociais hoje, entregam só as casas, sem as áreas de recreação para as crianças.”
- O CSU era realmente um grande núcleo esportivo para a época!
            “Sim, sim. E eu acho que a Semel deveria investir naquele espaço para fazer um núcleo naquela região, que englobaria a região do Sion, Santana, Damasco, Centenário e Padre Vitor. Eu inclusive já fiz requerimentos questionando, no ano passado e retrasado. Porque aquele espaço encontra-se abandonado e sem manutenção, quando poderia ser utilizado pelos jovens e pelas crianças da área, tirando-os da rua e da marginalidade.”
- Você tem um bom relacionamento com o Henrique. O que ele afirma ser a maior dificuldade para conseguir formar esse núcleo?
            “Ele evidencia a questão dos professores e falta de recurso. Mas eu acredito que com um bom planejamento, seja possível sim fazer. É importante que aquele espaço seja ocupado, porque fará muita diferença na formação dos jovens. Então a Prefeitura deveria pensar com carinho sobre esse projeto que atingiria uma importante parte da nossa população. Melhoraria para que os pais não tenham que pagar duas ou três passagens para que os menores cheguem até a Semel. Seria um triunfo para uma área que engloba mais de 40mil habitantes. Portanto, eu voltarei a bater nessa tecla com o secretário sobe esse possível núcleo da Semel para essas crianças.”
- Você já tem algum projeto para esse ano em relação ao esporte para apresentar nesse ano?
            “Ainda não. Pretendo ir para Brasília depois do Carnaval atrás de recursos para o esporte, para a saúde e educação. Estive conversando com um amigo, cuja esposa foi eleita deputada, e também com o Dimas, para quem sabe a gente possa trazer alguma coisa para Varginha.”

Lava Jato do Esporte: teremos isso?


* Por: José Cruz
            O governo federal discute investigar sobre o dinheiro público que o extinto Ministério do Esporte destinou às confederações. Os focos da varredura seriam os contratos (verba orçamentária) e os patrocínios das estatais. Porém, para se ter uma verdadeira “Lava Jato do Esporte” deveriam incluir na varredura os projetos da Lei de Incentivo e os gatos –  ops, errei ... os gastos dos megaeventos esportivos.
            Estranhamente, o esquema de corrupção identificado em confederações pelo Ministério Público e pela Polícia Federal do Rio de Janeiro, há cinco anos, não evoluiu. Ali estava o caminho das pedras de uma rede de fraudes com o dinheiro do esporte. Além, claro, das parcerias olímpicas com governos e empreiteiras.
            A decisão do governo de investigar as denúncias surge quando empresas estatais começam a abandonar o apoio ao alto rendimento. E coincide com a reportagem da Folha de S. Paulo, no domingo, contando que, só em 2018, sete estatais investiram R$ 381milhões em 73 contratos.
            Em tese, o esporte enfrenta a sua pior crise das últimas décadas, atingindo a estrutura do sistema. No início, denúncias de corrupção envolveram cartolas da elite, como o então comandante olímpico, Carlos Arthur Nuzman, e o ex-presidente da CBF, José Maria Marin, condenado pela Justiça dos Estados Unidos.
            Os problemas se agravaram e o terror, agora, é a escassez de dinheiro público nas confederações. Por extensão, as federações agonizam. Na iniciativa privada, Nike, Nissan e Bradesco não renovaram contrato com o Comitê Olímpico do Brasil.
            O drama cresceu em janeiro deste ano, quando o presidente Jair Bolsonaro chaveou o cofre público que abastecia o alto rendimento; só de patrocínio das estatais a perda foi de 50%, coisa de R$ 190 milhões, ainda segundo a Folha.   
            É preciso lembrar os tempos de fartura. Foi em 2003, no primeiro ano de mandato do ex-presidente Lula, que o esporte entrou nas prioridades do governo. A grana saía do Orçamento da União, da Lei de Incentivo, das Forças Armadas, Caixa Econômica, Petrobras, Infraero, Banco do Brasil, Correios, Eletrobrás, BNDES, e os tradicionais repasses das loterias federais, via Lei Piva. Fora os investimentos dos estados e municípios, no Rio de Janeiro, principalmente, sede do Pan-Americano de 2007 e demais megaeventos.
            Com tanto dinheiro, nada faltou à preparação da elite dos atletas aos Jogos Rio 2016. E estava garantida a primeira classe dos nossos “esforçados dirigentes” nas viagens internacionais. Nessa festa esportiva o futebol entrou na farra, e mais de cem clubes tiveram perdoada boa parte de suas dívidas fiscais, que beirava os R$ 5 bilhões. O saldo está sendo pago em até 240 meses. Generosidades da então presidente Dilma Rousseff. 
            Nesse panorama geral faz sentido o governo investigar para saber quem e como lucrou com os grandes eventos esportivos. O contribuinte ficará agradecido se parte do dinheiro, no mínimo, for devolvido. Ilusão? Nada disso! Os políticos e poderosos empreiteiros da Lava Jato que se mudaram para Curitiba que o digam. 

José Cruz, Jornalista. Comentarista esportivo. 
Colaborador do Jornal PODIUM desde 2011.
Artigo publicado originalmente na
coluna Campo Livre - UOL.

LINK